O gosto de “Dar Corda aos Ténis” (da USF ao mar de Carcavelos)

O gosto de “Dar Corda aos Ténis” (da USF ao mar de Carcavelos)

Este grupo é iniciativa de um grupo de internos de Medicina Geral e Familiar do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Cascais. Nesta USF de Carcavelos trabalham 13 pessoas, entre médicos, enfermeiros e auxiliares. Médicos como Natacha Marinello e Catarina Catroga são locomotivas mas o grupo também é puxado com entusiamo por auxiliares com muito tempo de trabalho na saúde.

O ponto de encontro é à porta da Unidade de Saúde Familiar (USF) de Carcavelos, instalada num espaço que antes era parque de estacionamento junto à estação ferroviária de Carcavelos. Tomando como referência a linha ferroviária, é do lado mais perto do mar, numa rua que tem o nome do tenente coronel Melo Antunes. O passeio é amplo, forma um largo mesmo ao lado da USF.
Esse largo está ali mesmo a calhar para o briefing e os exercícios de aquecimento que antecedem cada caminhada do grupo Dar Corda aos Ténis.

As caminhadas do grupo Dar Corda aos Ténis têm dois dias de horário fixo na semana: às segundas e quartas-feiras ao fim da tarde. O horário aponta encontro às seis e um quarto da tarde. Mas todos sabem que é às seis e meia que tudo começa mesmo para todos.
Reunido o grupo, maioritariamente feminino, com amplo leque de idades e variada condição (há quem tenha sido submetido recentemente a cirurgia cardíaca e tenha recomendação de caminhar, há quem lide com diabetes, com disfunções psicológicas, enfim, muita gente sem qualquer mazela), a médica Catarina Catroga, cheia de entusiasmo, toma o comando do grupo.
Tudo começa com uns 10 minutos de aquecimento, muito motivado, por Catarina Catroga, a médica que depois faz o briefing em que explica o percurso e lança o tema para a conversa durante a caminhada.
O início do andar a pé acontece por volta das 18:40. Catarina Catroga anuncia: “Vamos em direção ao Forte de são Julião da Barra, sendo que às sete da tarde voltamos para trás”. A intenção é a de que a caminhada se prolongue por uns 40 minutos.
O percurso começa com uns 80 metros pelo passeio largo da Tenente-Coronel Melo Antunes (ao lado da linha de comboios), até chegar à avenida Jorge V.
Os 650 metros desta avenida Jorge V são um percurso ideal. O passeio é amplo, tem piso apropriado e há as árvores a fazer barreira com a estrada por onde passam os automóveis. As folhas das árvores protegem da luz do sol ao fim da tarde, há raios de sol que atravessam a ramagem e o som do trinar dos pássaros chega a impor-se. Neste percurso na avenida Jorge V, o grupo (que no dia desta reportagem tinha umas 25 pessoas) alonga-se, há quem se adiante em caminhada mais robusta e há quem vá mais suavemente. Até há quem junte o cão ao grupo na caminhada.

A médica Catarina Catroga ora acelera o passo para ir ao encontro da cabeça do grupo, ora espera para vir à cauda. Quer verificar como está cada pessoa. Outros profissionais da USF estão distribuídos pelo grupo e vão marcando o rumo das conversas. 

O médico Nuno Basílio tinha estado em consulta até mais tarde, junta-se, devidamente equipado, em passo rápido, ao grupo a meio do percurso. A médica Mafalda vem da USF de São Domingos de Rana e também traz utentes. O passa a palavra do agrado entre os utentes da USF funciona para mobilizar mais gente.
O grupo começa a chegar à beira da Marginal. Não há contacto com os carros. A travessia da avenida Marginal faz-se em plena segurança pelo túnel que leva à praia. A caminhada segue pelo paredão que acompanha os 1200 metros de orla. Sobressai o sorriso de satisfação como constante em todos os participantes na caminhada.
Em cima das sete da tarde, há quem já esteja junto ao Forte de São Julião da Barra e há quem ainda vá em passada mais amena junto aos restaurantes e bares que bordejam o paredão. A médica Catarina Catroga controla o começo do retorno para todos. Pode haver uma pausa para ganhar fôlego, voltar a reunir o grupo e até aproveitar para algumas selfies com o mar de Carcavelos em fundo. O retorno faz-se pelo mesmo percurso. Nota-se o agrado de todos.
Chegados ao largo ao lado da USF onde tudo começou há uma breve sessão de alongamentos e balanço da caminhada. Todos se despedem até à próxima segunda ou quarta-feira. Há quem já esteja a tomar a iniciativa de, mesmo sem médico no grupo, fazer a caminhada numa terceira ocasião da semana, às sextas-feiras.
A satisfação geral está à vista de todos.

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LIBERDADE E INDEPENDÊNCIA: Andar a pé é uma forma de ser livre. Ao seu ritmo e no seu tempo.

O Diretor-Geral da OMS em entrevista ao JZ

Let’s Be Active:
Everyone, Everywhere, Everyday.

Esta é a poderosa palavra de ordem para o GAPPA, acrónimo para Global Action Plan on Physical Activity and Health. Trata-se de um plano de ação global para a atividade física, a desenvolver ao longo de uma dúzia de anos (2018/2030), em todo o mundo. A autoria do plano de ação é da Organização Mundial de Saúde (OMS), cujo Diretor-geral, Tedros Adhanom Gebreyesus, escolheu Portugal para o lançamento mundial.

“A sociedade tem de compreender que estamos perante um problema sério, que já está no nível de crise”, disse o Diretor-geral da OMS em entrevista ao Jornal do Coletivo Zebra. Tedros Gebreyesus alertou que “já estamos atrasados, não podemos esperar mais” para lançar resposta robusta ao sério problema da muito baixa atividade física das pessoas, o que constitui grave problema de saúde.

Os números assustam, poderosos: por todo o mundo, um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes (11/17 anos) não praticam a atividade física considerada suficiente. O Diretor-geral da OMS lembra nesta entrevista ao JZ que “70% das mortes em cada ano no mundo são causadas por doenças não transmissíveis”. É o caso do ataque cardíaco ou acidente cardiovascular, da diabetes e de cancros da mama ou do cólon. A prática de atividade física – o andar a pé é um passo decisivo – está cientificamente reconhecida como antídoto perante esse tipo de doenças.

O GAPPA, plano de ação global para a atividade física, que teve lançamento mundial na Cidade do Futebol, em Oeiras, às portas de Lisboa, propõe a todos os países do mundo um conjunto de 20 ações prioritárias pensadas para resolver fatores culturais, ambientais e individuais que influenciam o sedentarismo.

O Diretor-geral da OMS mostrou nesta visita a Lisboa entusiasmo por práticas como o “Walk with a Doc”. Foi, aliás, experimentar: acompanhado pelo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, aproveitou a viagem a Lisboa para ir à Unidade de Saúde Familiar (USF) da Baixa, e a partir dali, no número 43 da Rua da Palma, acompanhar uma caminhada pela Baixa lisboeta, conduzida pela equipa de médicos e enfermeiros daquela USF. Cristiano Figueiredo é o médico que iniciou na USF Baixa esta prática “Walk with a Doc”, que replica a iniciativa lançada em 2006, no Ohio, nos Estados Unidos, pelo cardiologista David Sabgir.

Tedros Gebreyesus

perfil

QUEM É O DIRETOR-GERAL DA OMS

Tedros Adhanom Gebreyesus foi eleito Diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, na Assembleia Mundial da Saúde, em maio de 2017.
É o primeiro Diretor-geral da OMS eleito em assembleia mundial e também é o primeiro africano a liderar esta organização da ONU, que já teve o comando de figuras como a Nobel norueguesa Gro Harlem Brundtland (mandato entre 1998 e 2003).
Tedros Gebreyesus, antes de ser eleito para a OMS, foi ministro da Saúde (2005/2012) na Etiópia, sendo-lhe creditada uma ambiciosa reforma do sistema de saúde do país. Na visita, agora, a Portugal, Gebreyesus fez questão de elogiar o Serviço Nacional de Saúde, de Portugal, com homenagem ao seu tenaz criador, António Arnaut.
Após ter liderado o ministério da Saúde, Tedros Gebreyesus exerceu, durante quatro anos, o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, no governo da Etiópia.
O atual Diretor-geral da OMS nasceu em Asmara, na Eritreia, é titular de doutoramento em saúde comunitária, pela Universidade de Nottinhgham e especialização em imunologia das doenças infeciosas, pela Universidade de Londres. É um reconhecido especialista na luta contra o paludismo e o VIH/Sida.
“O acesso de todos aos cuidados de saúde” foi a prioridade na candidatura de Tedros Gebreyesus ao posto de Diretor-geral da OMS. Mulheres, crianças e adolescentes foram, a par das consequências sanitárias das alterações climáticas.

Walk with a Doc + ACSM. A parceria americana que responde ao apelo do Surgeon General

[vc_row css=”.vc_custom_1471128348224{margin-right: 30px !important;}”][vc_column][vc_empty_space height=”50px”][vc_video link=”https://youtu.be/z9LJYmc2EAY”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_column_text][mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#AFDFE3″ background_color=””]O[/mkdf_dropcaps] American College of Sports Medicine (ACSM) e o programa de ação Walk with a Doc acordaram uma parceria para promoção do andar a pé para melhor saúde.

ACSM é uma organização dos EUA, líder na promoção dos benefícios do exercício físico. Envolve mais de 50 mil profissionais, médicos, fisiologistas do exercício, investigadores, professores e profissionais do exercício que se dedicam à integração dos avanços científicos na investigação sobre o exercício físico para a prática diária na qualidade de vida.
Walk with a Doc é uma associação criada também nos EUA para incentivar a prática de saudável atividade física por pessoas de todas as idades, com a ambição de reverter as consequências nefastas do sedentarismo. A associação foi criada pelo médico cardiologista David Sabgir, que começou por liderar caminhadas que juntavam médicos com os seus pacientes e cidadãos em geral.[/vc_column_text][vc_empty_space height=”20px”][vc_video link=”https://youtu.be/dRK6Mw6eGvw” align=”center”][vc_column_text]

A rede global de televisão CNN elegeu o médico David Sabgir, por esta iniciativa, um dos “CNN Heroes”

[/vc_column_text][vc_empty_space height=”20px”][vc_column_text]A caminhava tornou-se uma oportunidade para conversar com especialistas sobre boas práticas de saúde ou como lidar com problemas.

A iniciativa de David Sabgir disparou e envolve hoje milhares de médicos e centenas de comunidades que caminham regularmente com os médicos e outros especialistas.

A parceria agora estabelecida entre a ACSM e a Walk with a Doc é também uma resposta ao apelo do Surgeon General dos EUA para promoção de ação que ponha as pessoas e as comunidades a fazerem caminhadas como prática frequente.

 

A CONSULTAR TAMBÉM:

A proposta Walk with a Doc de 100 motivos para andar a pé [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

“A Pie” para ganhar a rua em Madrid

[vc_row css=”.vc_custom_1471128348224{margin-right: 30px !important;}”][vc_column][vc_empty_space height=”40px”][vc_video link=”https://vimeo.com/84088939″ align=”center”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_column_text][mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#FF7D62″ background_color=””]”U[/mkdf_dropcaps]m ginásio que é um espaço aberto todas as 24 horas do dia durante os 365 dias do ano, com quilómetros e quilómetros de instalações e apto para todas as idades”, é assim que a madrilena Asociacion de Viandantes A Pie  lançou o movimento Activa Madrid para promover a mobilidade pedonal, ou seja, a deslocação a pé, na capital espanhola.
A Pie foi criada há já 21 anos, em 1995, com o objetivo de introduzir o peão na agenda social e política de Madrid, isto é, com o propósito de mobilizar as organizações da sociedade e os partidos políticos para que nas suas propostas tenham em conta o cidadão que anda a pé. Um contributo da A Pie é a elaboração de um guia para pensar as ruas do ponto de vista do peão.
O manifesto  fundador da A Pie reivindica

a liberdade essencial de andar a pé e de elegermos o rumo dos nossos passos”.

E lembra que

o peão não é ruidoso nem insolente, não ameaça nem atropela, não bloqueia esquinas, não polui, a sua energia é sempre renovável”.

A Pie reclama espaços públicos para a calma, onde seja possível caminhar com tranquilidade.
Os dirigentes da A Pie lastimam “modestos êxitos” até agora rumo a esse objetivo na sua cidade de Madrid. Mas persistem com o lema “a cidade está a teus pés”.[/vc_column_text][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row]