O gosto de “Dar Corda aos Ténis” (da USF ao mar de Carcavelos)

O gosto de “Dar Corda aos Ténis” (da USF ao mar de Carcavelos)

Este grupo é iniciativa de um grupo de internos de Medicina Geral e Familiar do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Cascais. Nesta USF de Carcavelos trabalham 13 pessoas, entre médicos, enfermeiros e auxiliares. Médicos como Natacha Marinello e Catarina Catroga são locomotivas mas o grupo também é puxado com entusiamo por auxiliares com muito tempo de trabalho na saúde.

O ponto de encontro é à porta da Unidade de Saúde Familiar (USF) de Carcavelos, instalada num espaço que antes era parque de estacionamento junto à estação ferroviária de Carcavelos. Tomando como referência a linha ferroviária, é do lado mais perto do mar, numa rua que tem o nome do tenente coronel Melo Antunes. O passeio é amplo, forma um largo mesmo ao lado da USF.
Esse largo está ali mesmo a calhar para o briefing e os exercícios de aquecimento que antecedem cada caminhada do grupo Dar Corda aos Ténis.

As caminhadas do grupo Dar Corda aos Ténis têm dois dias de horário fixo na semana: às segundas e quartas-feiras ao fim da tarde. O horário aponta encontro às seis e um quarto da tarde. Mas todos sabem que é às seis e meia que tudo começa mesmo para todos.
Reunido o grupo, maioritariamente feminino, com amplo leque de idades e variada condição (há quem tenha sido submetido recentemente a cirurgia cardíaca e tenha recomendação de caminhar, há quem lide com diabetes, com disfunções psicológicas, enfim, muita gente sem qualquer mazela), a médica Catarina Catroga, cheia de entusiasmo, toma o comando do grupo.
Tudo começa com uns 10 minutos de aquecimento, muito motivado, por Catarina Catroga, a médica que depois faz o briefing em que explica o percurso e lança o tema para a conversa durante a caminhada.
O início do andar a pé acontece por volta das 18:40. Catarina Catroga anuncia: “Vamos em direção ao Forte de são Julião da Barra, sendo que às sete da tarde voltamos para trás”. A intenção é a de que a caminhada se prolongue por uns 40 minutos.
O percurso começa com uns 80 metros pelo passeio largo da Tenente-Coronel Melo Antunes (ao lado da linha de comboios), até chegar à avenida Jorge V.
Os 650 metros desta avenida Jorge V são um percurso ideal. O passeio é amplo, tem piso apropriado e há as árvores a fazer barreira com a estrada por onde passam os automóveis. As folhas das árvores protegem da luz do sol ao fim da tarde, há raios de sol que atravessam a ramagem e o som do trinar dos pássaros chega a impor-se. Neste percurso na avenida Jorge V, o grupo (que no dia desta reportagem tinha umas 25 pessoas) alonga-se, há quem se adiante em caminhada mais robusta e há quem vá mais suavemente. Até há quem junte o cão ao grupo na caminhada.

A médica Catarina Catroga ora acelera o passo para ir ao encontro da cabeça do grupo, ora espera para vir à cauda. Quer verificar como está cada pessoa. Outros profissionais da USF estão distribuídos pelo grupo e vão marcando o rumo das conversas. 

O médico Nuno Basílio tinha estado em consulta até mais tarde, junta-se, devidamente equipado, em passo rápido, ao grupo a meio do percurso. A médica Mafalda vem da USF de São Domingos de Rana e também traz utentes. O passa a palavra do agrado entre os utentes da USF funciona para mobilizar mais gente.
O grupo começa a chegar à beira da Marginal. Não há contacto com os carros. A travessia da avenida Marginal faz-se em plena segurança pelo túnel que leva à praia. A caminhada segue pelo paredão que acompanha os 1200 metros de orla. Sobressai o sorriso de satisfação como constante em todos os participantes na caminhada.
Em cima das sete da tarde, há quem já esteja junto ao Forte de São Julião da Barra e há quem ainda vá em passada mais amena junto aos restaurantes e bares que bordejam o paredão. A médica Catarina Catroga controla o começo do retorno para todos. Pode haver uma pausa para ganhar fôlego, voltar a reunir o grupo e até aproveitar para algumas selfies com o mar de Carcavelos em fundo. O retorno faz-se pelo mesmo percurso. Nota-se o agrado de todos.
Chegados ao largo ao lado da USF onde tudo começou há uma breve sessão de alongamentos e balanço da caminhada. Todos se despedem até à próxima segunda ou quarta-feira. Há quem já esteja a tomar a iniciativa de, mesmo sem médico no grupo, fazer a caminhada numa terceira ocasião da semana, às sextas-feiras.
A satisfação geral está à vista de todos.

Partilhe este artigo

ANDAR A PÉ MUDA TUDO: São muitas as razões para andar a pé e outras tantas as motivações.

A ABRIR CAMINHO: A Ciência explica-nos os benefícios de andar a pé. Quem pratica também.

A CRIAR RAZÕES E MOMENTOS para ir a pé. 

LIBERDADE E INDEPENDÊNCIA: Andar a pé é uma forma de ser livre. Ao seu ritmo e no seu tempo.

Benefícios da caminhada: mais ânimo e menos stress

[vc_row css=”.vc_custom_1470846632702{margin-right: 20px !important;}”][vc_column][vc_empty_space][vc_row_inner][vc_column_inner][vc_column_text][mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#92bde0″ background_color=””]V[/mkdf_dropcaps] ários estudos científicos têm estabelecido uma relação favorável entre o ar livre, a caminhada e o bem-estar mental e físico. Esse nexo é reforçado por um estudo em larga escala liderado por investigadores da Universidade do Michigan, nos EUA, e de três academias britânicas (De Montfort University, James Hutton Institute, e Edge Hill University).

É frequente ouvirmos pessoas a dizerem que se sentem mais bem estar depois de uma caminhada ao ar livre mas faltava-nos um estudo amplo que demonstrasse essa relação”,

explica Sara L. Warber, chefe da equipa de investigação no Institute for Healthcare Policy and Innovation e professora de Medicina Familiar na Universidade do Michigan.

cc-barbara-eckstein_-arb8A base de análise para este estudo foram 1991 pessoas participantes no Walking for Health, programa britânico que promove cerca de três mil caminhadas de grupo em cada semana, envolvendo mais de 70 mil pessoas, e também pessoas que não cultivam o hábito de andar a pé. O teste comparou as pessoas que costumam caminhar com idêntico número de não caminhantes habituais. A observação incidiu, designadamente sobre quadros específicos de cada pessoa: stresse, depressão, circunstâncias afetivas ou emocionais positivas e negativas, para além do estado da relação social.

QUAIS FORAM OS RESULTADOS?

Ficou constatado que quem fez pelo menos uma caminhada por semana revelou menos stress e reações emocionais mais positivas do que as que as que não se mexeram.

As caminhadas curtas mas frequentes mostram-se mais eficazes na redução do stress e da depressão do que as longas mas esporádicas. O estudo aponta para o melhor efeito em bem-estar com três caminhadas curtas por semana.
Foi especialmente notado o efeito positivo das caminhadas regulares ao ar livre por parte de pessoas que tiveram um abalo depressivo recente, seja preocupações com doença, separação matrimonial ou perda de pessoa estimada.

A investigadora Sara L. Warber reforça que

a caminhada é algo de acessível a praticamente todos, não envolve gasto de dinheiro, e integrada em grupo e na natureza pode tornar-se poderoso redutor de tensões, contribuindo diariamente para emoções positivas e bem-estar físico e mental sem recurso a vias farmacológicas”.

 

Ficam encorajadas as caminhadas em grupo.

 

FONTE:

Marselle M, Irvine K, Warber Sara. Examining Group Walks in Nature and Multiple Aspects of Well-Being: A Large-Scale Study. Publicado em Ecopsychology.[/vc_column_text][/vc_column_inner][/vc_row_inner][/vc_column][/vc_row]

Como evitar os riscos para a saúde por passar oito horas sentado

[vc_row css=”.vc_custom_1471128348224{margin-right: 30px !important;}”][vc_column][vc_empty_space height=”50px”][rev_slider alias=”sittingkillingyou”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space height=”20px”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text][mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#DF4D4B” background_color=””]E[/mkdf_dropcaps]m 1994, o epidemiologista Jerry Brown tinha definido a atividade física como “a melhor compra que é possível fazer-se” para melhorar a Saúde Pública. Em cada ano olímpico a prestigiada revista médica The Lancet publica em edição especial uma série de artigos sobre os benefícios da prática de exercício físico para combater os grandes males que atacam a saúde mundial. Em 2012, as conclusões de vários estudos apontavam para 3 a 5 milhões de mortes em cada ano que poderiam ter sido evitadas se houvesse prática de exercício físico.
Agora, em 2016, a principal conclusão de quatro estudos recém-publicados é a de que está a haver muito pouca melhoria. O progresso é mínimo. Pelo menos um quarto de toda a população adulta no mundo não faz os mínimos de exercício físico e, ainda pior face ao futuro, mais de metade dos jovens não pratica o mínimo recomendado pela OMS de 150 minutos semanais de atividade física.

Há já muito tempo que médicos e outros especialistas em corpo humano de todo o planeta estão na posse de informação inquestionável sobre esse tratamento preventivo que salva a vida de milhões de pessoas, evita boa parte das doenças cardiovasculares, a diabetes, o cancro da mama e do cólon, para além de ampliar o tempo de vida com qualidade de qualquer pessoa. Para além de ser um remédio com fiabilidade testada, é gratuito e está ao alcance de praticamente todas as pessoas: fazer exercício físico. Nomeadamente o mais fácil de todos, caminhar. Há demasiada gente que continua a não cultivar esse prazer tão benéfico para a saúde que é andar a pé.

Um dos estudos revelados neste 2016 pela The Lancet mostra que passar oito horas de cada dia sentado numa sala de trabalho ou num sofá frente a um ecrã, não é irremediavelmente um hábito perigoso para a saúde.

Há um modo simples, lógico e eficaz de corrigir o que a priori é uma conduta nada saudável. Não é necessário converter-se em esforçada ou esforçado runner e também não precisa de se entregar ao esforço num ginásio. Basta uma caminhada ou uma pedalada diária. Os investigadores no estudo liderado por Ulf Ekelund, da Universidade de Cambridge e da Escola Norueguesa de Ciências do Desporto, quiseram encontrar respostas para uma questão essencial:

quanto tempo de caminhada para compensar oito horas numa cadeira ou num sofá? As conclusões deste estudo apontam para metas mais largas que os mínimos recomendados pela OMS: em vez dos 20 e poucos minutos por dia, uma hora em cada dia. Uma hora de exercício diário compensa os efeitos nocivos de oito horas de paragem numa cadeira ou sofá.

A nossa mensagem é positiva: é possível reduzir e até eliminar os riscos para a saúde associados a estilos de vida sedentários desde que sejamos suficientemente ativos, incluindo sem ter de praticar desporto ou ir ao ginásio, basta caminhar ou pedalar durante uma hora por dia”,

destaca Ulf Ekelund a partir dos dados do estudo que liderou e que analisou os hábitos e o estado de saúde de um milhão de pessoas na Europa, nos Estados Unidos e na Austrália.

É reconhecido que vários países estão a dar prioridade à promoção do exercício físico básico. Jim Sallis, da Universidade da Califórnia em San Diego reforça que a caminhada, a pedalada ou qualquer outra forma de exercício físico “não só combate o risco de doença cardiovascular, diabetes e cancro como contribui para evitar centenas de milhar de casos de demência em cada ano”. Apesar disso, lamenta Sallis, “a pandemia global de inatividade física mantem-se e a resposta global continua a ser demasiado lenta”.

Os estudos agora divulgados pela The Lancet apelam para maior envolvimento e ação por parte de quem conduz as políticas de saúde. Entre as práticas positivas já em curso é referido o que está a acontecer em Curitiba (Brasil), Bogotá (Colômbia) e Cambridge (Reino Unido) onde foi decidido ampliar a distância entre paragens de autocarros para assim conseguir que as pessoas sejam encaminhadas para contrariar o sedentarismo e andar um pouco mais.[/vc_column_text][vc_empty_space height=”50px”][/vc_column][/vc_row]

Walk with a Doc + ACSM. A parceria americana que responde ao apelo do Surgeon General

[vc_row css=”.vc_custom_1471128348224{margin-right: 30px !important;}”][vc_column][vc_empty_space height=”50px”][vc_video link=”https://youtu.be/z9LJYmc2EAY”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][vc_column_text][mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#AFDFE3″ background_color=””]O[/mkdf_dropcaps] American College of Sports Medicine (ACSM) e o programa de ação Walk with a Doc acordaram uma parceria para promoção do andar a pé para melhor saúde.

ACSM é uma organização dos EUA, líder na promoção dos benefícios do exercício físico. Envolve mais de 50 mil profissionais, médicos, fisiologistas do exercício, investigadores, professores e profissionais do exercício que se dedicam à integração dos avanços científicos na investigação sobre o exercício físico para a prática diária na qualidade de vida.
Walk with a Doc é uma associação criada também nos EUA para incentivar a prática de saudável atividade física por pessoas de todas as idades, com a ambição de reverter as consequências nefastas do sedentarismo. A associação foi criada pelo médico cardiologista David Sabgir, que começou por liderar caminhadas que juntavam médicos com os seus pacientes e cidadãos em geral.[/vc_column_text][vc_empty_space height=”20px”][vc_video link=”https://youtu.be/dRK6Mw6eGvw” align=”center”][vc_column_text]

A rede global de televisão CNN elegeu o médico David Sabgir, por esta iniciativa, um dos “CNN Heroes”

[/vc_column_text][vc_empty_space height=”20px”][vc_column_text]A caminhava tornou-se uma oportunidade para conversar com especialistas sobre boas práticas de saúde ou como lidar com problemas.

A iniciativa de David Sabgir disparou e envolve hoje milhares de médicos e centenas de comunidades que caminham regularmente com os médicos e outros especialistas.

A parceria agora estabelecida entre a ACSM e a Walk with a Doc é também uma resposta ao apelo do Surgeon General dos EUA para promoção de ação que ponha as pessoas e as comunidades a fazerem caminhadas como prática frequente.

 

A CONSULTAR TAMBÉM:

A proposta Walk with a Doc de 100 motivos para andar a pé [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

A caminhada e o ciclo de oxigenação do sangue

[vc_row css=”.vc_custom_1470846632702{margin-right: 20px !important;}”][vc_column][vc_empty_space][vc_row_inner][vc_column_inner][vc_column_text][mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#92bde0″ background_color=””]É[/mkdf_dropcaps] sabido que andar é a mais simples e completa das atividades físicas que temos ao nosso dispor. Também sabemos que o exercício físico alarga a vida, diminui o risco de doenças e ajuda a controlar os níveis de colesterol e a hipertensão.

Mas há mais vantagens, muitas mais. O cirurgião vascular Norberto Galindo Planas, chefe de serviços de angiografia no Hospital San Rafael, em Barcelona, acrescenta outros benefícios:

A caminhada ativa as bombas musculares que são as barrigas das nossas pernas, a quem até poderíamos chamar de corações periféricos, e faz com que as plantas dos pés atuem como esponjas vasculares que atiram o sangue venoso para o coração e do coração ao pulmão, favorecendo assim o ciclo que leva esse sangue a regressar à perna na forma de sangue arterial”.

É assim que fica favorecido o ciclo arteriovenoso, com, como explica este cirurgião vascular, “melhor oxigenação de todos os tecidos”. Acrescenta:

“O andar evita que o intercâmbio vascular seja deficiente e contribui para afastar a ameaça de varizes, não apenas um problema estético mas, sobretudo, um risco real de trombose, flebite ou até embolia pulmonar”.

Em suma: andar ajuda-nos a tomarmos consciência do nosso corpo, de cada um dos nossos músculos e da nossa respiração. Portanto, a podermos viver mais intensamente com menos stress.[/vc_column_text][/vc_column_inner][/vc_row_inner][/vc_column][/vc_row]

“Estilos de vida fisicamente ativos” e “redução do sedentarismo” é prioridade da Direção-Geral de Saúde

[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=”50px”][/vc_column][/vc_row][vc_row css=”.vc_custom_1469916875674{padding-left: 90px !important;}”][vc_column width=”1/3″ css=”.vc_custom_1471798122570{padding-right: 60px !important;}”][mkdf_section_title title=”sobre”][vc_empty_space height=”22px”][mkdf_custom_font font_family=”Khula” font_size=”30″ font_style=”normal” font_weight=”500″ text_transform=”None” text_align=”right” content_custom_font=”Pedro Teixeira” color=”#df4d4b”][vc_empty_space height=”20px”][vc_single_image image=”3031″ alignment=”right” style=”vc_box_circle_2″][vc_empty_space height=”20px”][mkdf_custom_font font_family=”Ek Mukta” font_size=”18″ font_style=”normal” font_weight=”200″ text_transform=”None” text_align=”right” content_custom_font=”Doutorado pela Universidade do Arizona (EUA), sendo professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana, dedica-se especialmente aos domínios das Ciências Médicas e Ciências da Saúde. Tem publicados 129 artigos em revistas especializadas, é autor de dois livros e de 13 capítulos de livros. Coordena, desde 2007, o programa RITUAIS de vida saudável.”][/vc_column][vc_column width=”2/3″ css=”.vc_custom_1471798194080{border-left-width: 1px !important;border-left-color: #757575 !important;border-left-style: dotted !important;border-radius: 1px !important;}”][vc_empty_space][vc_column_text][mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#DF4D4B” background_color=””]P[/mkdf_dropcaps]edro Teixeira, professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa é o primeiro Diretor para o recém criado Programa Nacional Promoção da Atividade Física, no âmbito da Direção Geral de Saúde.
No despacho de criação desta Direção e de nomeação de Pedro Melo Teixeira, é definido que lhe cabe “promover a adoção generalizada pela população portuguesa de estilos de vida fisicamente ativos e pouco sedentários, de acordo com as recomendações para a idade, e de forma compatível com a saúde, a vitalidade, a fruição e o bem-estar”, bem como “promover e dinamizar o estudo e a monitorização da atividade física e dos comportamentos sedentários em Portugal, dos seus determinantes, e do seu impacto na saúde e bem-estar, em todo o ciclo da vida”.
Entre as missões atribuídas à nova Direção está a de incentivar o conhecimento por parte da população das recomendações e benefícios da atividade física, das oportunidades para vida mais ativa e menos sedentária.
Está também definido à nova equipa o encargo de “promover a formação e a capacitação de médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, professores e outros profissionais para promoverem a mudança comportamental, o aconselhamento e a referenciação de utentes no âmbito da atividade física”.

Em artigo publicado no jornal Público (21-8-2016) Pedro Teixeira afirma que

Atualmente, a Atividade física não é uma mera questão de estilo de vida, é uma verdadeira prioridade de saúde pública”.

Também considera que

A integração do Fisiologista do exercício no sistema de saúde é uma evolução incontornável das equipas de cuidados de saúde primários (por exemplo em programas de prevenção da diabetes nas USF) aos serviços hospitalares como os de cardiologia ou pediatria”.

Antes, em 30 de maio, na sessão de anúncio da nomeação como Diretor do Programa Nacional de Promoção da Atividade Física, foi defendida “a agregação de todas as oportunidades para promover comportamentos fisicamente ativos e reduzir os níveis de sedentarismo”.  Ficou definida a intenção de desenvolver ao máximo o trabalho intersetorial, envolvendo, naturalmente, áreas como a Saúde, Educação, a Segurança Social e outros. Foi referida concretamente a ação conjunta com entidades como o Instituto Português do Desporto e da Juventude, a Direção Geral do Ensino Superior, também diversos parceiros como sindicatos, empresas e autarquias. É dada ênfase especial aos profissionais de saúde considerados como “elos essenciais” para o desenvolvimento do Programa Nacional de Promoção da Atividade Física.
Foi anunciada a intenção de apoiar a investigação para desenho das intervenções no âmbito do novo programa e para a sua monitorização.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Uma caminhada diária para preservar a memória

[vc_row css=”.vc_custom_1470846632702{margin-right: 20px !important;}”][vc_column][vc_empty_space][vc_row_inner][vc_column_inner][vc_column_text]

[mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#77cccc” background_color=””]É[/mkdf_dropcaps] um estudo da Universidade de Melbourne, na Austrália. A equipa da neurologista Cassandra Szoeke, diretora do Women’s Healthy Ageing Project estudou comportamentos de 367 mulheres ao longo de duas décadas. Concluiu que, chegadas a idades na ordem dos 60/70 anos, as que sempre desenvolveram a prática de uma caminhada diária estão menos expostas ao risco de perda de memória.
A pesquisa foi iniciada em 1992, incidindo sobre mulheres que tinham então idade entre os 45 e os 55 anos.
Cassandra Szoeka explica que o estudo revela, de modo linear, a importância da frequência na prática de exercício:

[mkdf_custom_font content_custom_font=”quem só se mexe uma vez por semana tem memória menos boa do que quem se movimenta diariamente.” custom_font_tag=”p” font_family=”helvetica” font_size=”23″ line_height=”25″ font_style=”normal” text_align=”left” font_weight=”” color=”” text_decoration=”none” letter_spacing=””]

A investigadora acrescenta que o estudo favorece a ideia de a prática diária de exercício ter sobre a cognição um efeito positivo relevante superior ao que produz sobre o peso e o colesterol. Adverte, no entanto: “Para um envelhecimento com qualidade é preciso começar cedo a mexer-se, não pode ser despertar aos 70 para a atividade física”.
Estudos anteriores já tinham demonstrado que a prática regular de exercício atenua a progressão do declínio cognitivo.[/vc_column_text][vc_empty_space height=”20px”][vc_column_text]Os participantes foram distribuídos por um de quatro grupos fixos, e submetidos a diferentes regimes de exercício:

O primeiro grupo seguiu a prescrição do Diabetes Prevention Program (DPP) que prevê a perda de sete por cento do peso corporal em seis meses. Esta prescrição assenta na prática semanal de 12 quilómetros de caminhada em passo rápido e um regime alimentar de dieta com baixas calorias.

O segundo grupo praticou o mesmo regime de caminhada mas sem a dieta.

O terceiro grupo também não seguiu a dieta mas fez a caminhada rápida em maior distância, 18,5 quilómetros por semana.

O quarto grupo seguiu a prescrição aplicada ao terceiro, mas com os 18,5 quilómetros por semana percorridos em jogging vigoroso em vez da caminhada rápida.

[mkdf_custom_font content_custom_font=”Ficou apurado que o primeiro grupo (12 quilómetros de caminhada rápida e dieta baixa em calorias) conseguiu o melhor progresso, com melhoria de 9% nos níveis de glicose, enquanto o grupo do jogging vigoroso apenas beneficiou 2%.” custom_font_tag=”p” font_family=”helvetica” font_size=”20″ line_height=”24″ font_style=”normal” text_align=”left” font_weight=”300″ color=”” text_decoration=”none” letter_spacing=””]

O líder da equipa de investigadores, William Kraus, explica que o exercício de intensidade moderada queima gordura nos músculos, aliviando assim a captação de glicose pelos músculos, o que é relevante por os músculos serem o principal armazenador de glicose após cada refeição.[/vc_column_text][/vc_column_inner][/vc_row_inner][vc_empty_space height=”40px”][vc_column_text]

Fonte para esta notícia:

artigo publicado no Diabetologia em 15 de julho de 2016[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][/vc_column][/vc_row]

Caminhar na natureza pode reduzir o risco de depressão

[vc_row css=”.vc_custom_1470846632702{margin-right: 20px !important;}”][vc_column][vc_empty_space][vc_column_text]

Um eficaz tratamento preventivo da depressão pode estar num parque natural perto do lugar onde vivemos.

[/vc_column_text][vc_empty_space][vc_row_inner][vc_column_inner][vc_column_text][/vc_column_text][vc_empty_space height=”20px”][vc_column_text]natureza1[mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#DF4D4B” background_color=””]É[/mkdf_dropcaps] o que aponta um estudo liderado por investigadores das universidades de Stanford e Tulsa (EUA), e publicado na revista Proceedings da National Academy of Sciences of the United States of America.

O estudo demonstra que pessoas que caminharam regularmente 90 minutos num parque natural evidenciaram diminuição da atividade numa região do cérebro associada a um fator chave da depressão.

Gretchen Daily, co-autora do estudo e professora de Ciências Ambientais no Instituto Woods para o Medio Ambiente da Universidade de Stanford comenta que o estudo mostra que

 

“as caminhadas regulares em parques naturais acessíveis podem ser vitais para a saúde mental neste tempo em que vivemos rodeados por stress urbano”. Acrescenta que estes resultados “podem dar mais energia ao movimento mundial para cidades mais habitáveis e para favorecer o acesso à natureza”.

Imagens dos passeios realizados no campo (topo) e em espaços urbanos (em baixo)

Para este estudo, dois grupos de participantes caminharam durante 90 minutos, um num parque natural verde, e o outro junto a no passeio de uma via com quatro faixas de trânsito motorizado. Antes e depois, os investigadores mediram a frequência cardíaca e a respiração, tendo realizado scanners cerebrais e recolha de um questionário sobre o estado de ânimo dos participantes.
Os investigadores encontraram mudanças importantes no cérebro: a atividade neuronal no córtex pré-frontal, uma região do cérebro ativas durante o pensamento repetitivo centrado nas emoções negativas, diminuiu entre os participantes que caminharam na natureza frente aos que caminharam em ambiente urbano.

As conclusões desta investigação corroboram as de outros estudos que ligam o passeio em parques naturais à redução do risco de depressão. Em 2012, um grupo de cientistas da universidade de Stirling, na Escócia, publicou na revista Mental Health and Physical Activity um estudo que evidencia essa relação positiva.  Em fevereiro de 2015, outro estudo publicado no American Journal of Preventive Medicine pela equipa de Kristiann Heesch, da Universidade de Tecnología de Queensland (Austrália), mostrou que caminhadas em espaços naturais de mulheres de meia-idade com alguma forma de depressão levava-as a melhorar a sensação de qualidade vida, sentiam mais energia e mais ânimo.[/vc_column_text][/vc_column_inner][/vc_row_inner][vc_empty_space height=”40px”][vc_column_text]

Fonte para esta notícia:

artigo publicado no Proceedings of the Natural Sciences Academy of the United States of America em 14 de julho de 2015[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][/vc_column][/vc_row]

Caminhar rápido vale aos pré-diabéticos

[vc_row css=”.vc_custom_1470846632702{margin-right: 20px !important;}”][vc_column][vc_empty_space][vc_column_text]

A caminhada em passo rápido mostra-se mais eficaz para o controlo dos níveis de glicose em pessoas em quadro pré-diabético do que a prática de jogging vigoroso

[/vc_column_text][vc_empty_space height=”60px”][vc_row_inner][vc_column_inner][vc_column_text]diabetologia[mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#92bde0″ background_color=””]E[/mkdf_dropcaps]sta conclusão, publicada em 15 de julho de 2016 no jornal Diabetologia, é o resultado do estudo conduzido por investigadores na Duke University School of Medicine, nos EUA, ao longo de seis meses a acompanhar 150 pessoas diagnosticadas com altos níveis de glicose em jejum.[/vc_column_text][vc_empty_space height=”20px”][vc_column_text]Os participantes foram distribuídos por um de quatro grupos fixos, e submetidos a diferentes regimes de exercício:

O primeiro grupo seguiu a prescrição do Diabetes Prevention Program (DPP) que prevê a perda de sete por cento do peso corporal em seis meses. Esta prescrição assenta na prática semanal de 12 quilómetros de caminhada em passo rápido e um regime alimentar de dieta com baixas calorias.

O segundo grupo praticou o mesmo regime de caminhada mas sem a dieta.

O terceiro grupo também não seguiu a dieta mas fez a caminhada rápida em maior distância, 18,5 quilómetros por semana.

O quarto grupo seguiu a prescrição aplicada ao terceiro, mas com os 18,5 quilómetros por semana percorridos em jogging vigoroso em vez da caminhada rápida.

[mkdf_highlight background_color=”#C6D147″ color=””][/mkdf_highlight]Ficou apurado que o primeiro grupo (12 quilómetros de caminhada rápida e dieta baixa em calorias) conseguiu o melhor progresso, com melhoria de 9% nos níveis de glicose, enquanto o grupo do jogging vigoroso apenas beneficiou 2%.

O líder da equipa de investigadores, William Kraus, explica que o exercício de intensidade moderada queima gordura nos músculos, aliviando assim a captação de glicose pelos músculos, o que é relevante por os músculos serem o principal armazenador de glicose após cada refeição.[/vc_column_text][/vc_column_inner][/vc_row_inner][vc_empty_space height=”40px”][vc_column_text]

Fonte para esta notícia:

artigo publicado no Diabetologia em 15 de julho de 2016[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][/vc_column][/vc_row]