Os passeios com artistas e criadores marcam os festivais AV em Newcastle

[vc_row css=”.vc_custom_1471128348224{margin-right: 30px !important;}”][vc_column][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][rev_slider_vc alias=”festivalAV”][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text][mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#CE7B4F” background_color=””]O[/mkdf_dropcaps] AV é um inspirador e aclamado festival bienal, que se prolonga por todo um mês em Newcastle. É sempre em março, nos anos pares. É um festival internacional de arte, tecnologia, música, literatura e cinema. Atrai gente do norte de Inglaterra e da Escócia mas também de todo o mundo.
O AV Festival cultiva o “slow”, pretende dar tempo ao tempo, e tem uma particularidade: [mkdf_custom_font content_custom_font=”muitos dos eventos de todos os 31 dias do festival passam por caminhadas partilhadas por criadores artísticos e pelo público. É famosa a slowalk (marcha lenta) do último dia.” custom_font_tag=”p” font_family=”helvetica” font_size=”26″ line_height=”30″ font_style=”normal” text_align=”left” font_weight=”400″ color=”” text_decoration=”none” letter_spacing=””]

A primeira vez do AV fugiu ao que viria a tornar-se regra, foi num ano ímpar, 2003. Envolveu 21 palestras, para além de 29 sessões com filmes, teatro e música. A abertura foi com a The Cinematic Orchestra.
Foi a partir de 2006 que o festival se tornou bienal e temático. Tema para 2006: as ciências da vida, tratadas em “Lifelike” . Depois, em 2008, tudo se voltou para a transmissão: “Broadcast”; em 2010, “Energy” ; em 2012, o tema focou-se numa atitude cultivada pelo festival: “As slow as possible”. O tema para 2014 foi “Extraction” , em volta da transformação dos materiais.
Em 2016, o Festival AV de Newcastle antecipou a estreia para o sábado, 27 de fevereiro e, coincidindo com a eleição de Jeremy Corbyn para líder dos trabalhistas britânicos e o caso de popularidade de Bernie Sanders nas primárias das presidenciais nos EUA, o tópico para tudo foi o da discussão dos caminhos do socialismo mo tempo atual: “Meanwhile, what about socialism”.

Comum a todas as edições, os passeios a pé, com conversas entre criadores e o público.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Caminhar na natureza pode reduzir o risco de depressão

[vc_row css=”.vc_custom_1470846632702{margin-right: 20px !important;}”][vc_column][vc_empty_space][vc_column_text]

Um eficaz tratamento preventivo da depressão pode estar num parque natural perto do lugar onde vivemos.

[/vc_column_text][vc_empty_space][vc_row_inner][vc_column_inner][vc_column_text][/vc_column_text][vc_empty_space height=”20px”][vc_column_text]natureza1[mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#DF4D4B” background_color=””]É[/mkdf_dropcaps] o que aponta um estudo liderado por investigadores das universidades de Stanford e Tulsa (EUA), e publicado na revista Proceedings da National Academy of Sciences of the United States of America.

O estudo demonstra que pessoas que caminharam regularmente 90 minutos num parque natural evidenciaram diminuição da atividade numa região do cérebro associada a um fator chave da depressão.

Gretchen Daily, co-autora do estudo e professora de Ciências Ambientais no Instituto Woods para o Medio Ambiente da Universidade de Stanford comenta que o estudo mostra que

 

“as caminhadas regulares em parques naturais acessíveis podem ser vitais para a saúde mental neste tempo em que vivemos rodeados por stress urbano”. Acrescenta que estes resultados “podem dar mais energia ao movimento mundial para cidades mais habitáveis e para favorecer o acesso à natureza”.

Imagens dos passeios realizados no campo (topo) e em espaços urbanos (em baixo)

Para este estudo, dois grupos de participantes caminharam durante 90 minutos, um num parque natural verde, e o outro junto a no passeio de uma via com quatro faixas de trânsito motorizado. Antes e depois, os investigadores mediram a frequência cardíaca e a respiração, tendo realizado scanners cerebrais e recolha de um questionário sobre o estado de ânimo dos participantes.
Os investigadores encontraram mudanças importantes no cérebro: a atividade neuronal no córtex pré-frontal, uma região do cérebro ativas durante o pensamento repetitivo centrado nas emoções negativas, diminuiu entre os participantes que caminharam na natureza frente aos que caminharam em ambiente urbano.

As conclusões desta investigação corroboram as de outros estudos que ligam o passeio em parques naturais à redução do risco de depressão. Em 2012, um grupo de cientistas da universidade de Stirling, na Escócia, publicou na revista Mental Health and Physical Activity um estudo que evidencia essa relação positiva.  Em fevereiro de 2015, outro estudo publicado no American Journal of Preventive Medicine pela equipa de Kristiann Heesch, da Universidade de Tecnología de Queensland (Austrália), mostrou que caminhadas em espaços naturais de mulheres de meia-idade com alguma forma de depressão levava-as a melhorar a sensação de qualidade vida, sentiam mais energia e mais ânimo.[/vc_column_text][/vc_column_inner][/vc_row_inner][vc_empty_space height=”40px”][vc_column_text]

Fonte para esta notícia:

artigo publicado no Proceedings of the Natural Sciences Academy of the United States of America em 14 de julho de 2015[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][/vc_column][/vc_row]

E se a reunião de trabalho for levada para uma caminhada?

[vc_row css=”.vc_custom_1471128348224{margin-right: 30px !important;}”][vc_column][vc_empty_space height=”50px”][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]walking meeting[mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#C6D147″ background_color=””]W[/mkdf_dropcaps]alking meeting”, a ideia vem da América: em vez da reunião tradicional com duas ou três pessoas sentadas em volta de uma mesa com um café e um copo de água, explorar os benefícios de acrescentar ao ambiente da sessão de trabalho um pouco de diversidade, neste caso, uma caminhada. Debater o que há para tratar enquanto se vai andando a pé, beneficiando tanto quanto possível do ar livre. É uma prática que tende a suscitar ideias mais criativas e a instalar melhor ambiente para a conversa. A Harvard Business Review apresenta mesmo um conjunto de “dicas” para melhor produtividade numa “walking meeting”.
Uma equipa de investigadores em Ciências de Saúde Pública, na University of Miami Miller School of Medicine, conduziu um estudo focado precisamente nos benefícios da deslocação das reuniões de trabalho dos gabinetes para uma caminhada.

O estudo teve como base para análise a prática de 17 “white collar”. Esses 17 executivos com agenda recheada de reuniões foram analisados ao longo de três semanas. Foram intencionalmente escolhidos grupos com um dirigente e a sua pequena equipa. Na primeira semana de observação, todos mantiveram a rotina, não houve saída para reunião em caminhada. Na segunda e na terceira semana foi introduzida a experiência de reuniões semanais em meia hora a andar a pé.

Enorme maioria (88%) reconheceu que a experiência deu bons resultados. “Uma grande vantagem do “walking meeting” é – explica um dos responsáveis pelo estudo – não ser preciso introduzir uma pausa no trabalho para ir fazer exercício; todos sabemos que o exercício físico é indispensável e uma atividade de moderada intensidade por 30 minutos em cada semana é o mínimo; mas também há benefícios psicológicos, com mais satisfação no desempenho, e para a organização que pode conseguir mais produtividade com essa maior satisfação dos seus membros ou colaboradores”.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column width=”1/2″][vc_empty_space height=”20px”][vc_column_text css=”.vc_custom_1471195067707{margin-right: 0px !important;padding-top: 20px !important;padding-right: 8px !important;padding-bottom: 20px !important;padding-left: 12px !important;background-color: #b4be30 !important;}”]

[mkdf_custom_font content_custom_font=”COMO ORGANIZAR ‘WALKING MEETINGS’ PRODUTIVOS” custom_font_tag=”p” font_family=”Lusitana” font_size=”22″ line_height=”25″ font_style=”normal” text_align=”left” font_weight=”600″ color=”#ffffff” text_decoration=”none” letter_spacing=””]

[/vc_column_text][vc_empty_space css=”.vc_custom_1471193851459{background-color: #b4be30 !important;}”][vc_column_text css=”.vc_custom_1471834792850{margin-right: 0px !important;padding-right: 12px !important;padding-bottom: 15px !important;padding-left: 12px !important;background-color: #b4be30 !important;}”]

[mkdf_icon icon_pack=”font_awesome” fa_icon=”fa-arrow-circle-right” size=”mkdf-icon-small” custom_size=”” type=”normal” border_radius=”” shape_size=”” icon_color=”#646464″ border_color=”” border_width=”” background_color=”” hover_icon_color=”” hover_border_color=”” hover_background_color=”” margin=”” icon_animation=”” icon_animation_delay=”” link=”” anchor_icon=”” target=”_self”]  Incluir na caminhada a passagem por um ponto de interesse

– dá mais incentivo ao passeio a pé.

 

[mkdf_icon icon_pack=”font_awesome” fa_icon=”fa-arrow-circle-right” size=”mkdf-icon-small” custom_size=”” type=”normal” border_radius=”” shape_size=”” icon_color=”#646464″ border_color=”” border_width=”” background_color=”” hover_icon_color=”” hover_border_color=”” hover_background_color=”” margin=”” icon_animation=”” icon_animation_delay=”” link=”” anchor_icon=”” target=”_self”]  Não acrescentar calorias desnecessárias

– se um “walking meeting” tem no final uma bebida com 400 calorias fica estragada a boa repercussão sobre a saúde.

 

[mkdf_icon icon_pack=”font_awesome” fa_icon=”fa-arrow-circle-right” size=”mkdf-icon-small” custom_size=”” type=”normal” border_radius=”” shape_size=”” icon_color=”#646464″ border_color=”” border_width=”” background_color=”” hover_icon_color=”” hover_border_color=”” hover_background_color=”” margin=”” icon_animation=”” icon_animation_delay=”” link=”” anchor_icon=”” target=”_self”]  Reunir em pequenos grupos

– os “walking meetings” têm eficácia ideal quando envolvem apenas duas ou três pessoas.

 

[mkdf_icon icon_pack=”font_awesome” fa_icon=”fa-arrow-circle-right” size=”mkdf-icon-small” custom_size=”” type=”normal” border_radius=”” shape_size=”” icon_color=”#646464″ border_color=”” border_width=”” background_color=”” hover_icon_color=”” hover_border_color=”” hover_background_color=”” margin=”” icon_animation=”” icon_animation_delay=”” link=”” anchor_icon=”” target=”_self”]  Não surpreender colegas ou clientes com a iniciativa de “walking meetings”

– há que os prevenir para que se preparem e usem roupa e calçado confortáveis.

 

[mkdf_icon icon_pack=”font_awesome” fa_icon=”fa-arrow-circle-right” size=”mkdf-icon-small” custom_size=”” type=”normal” border_radius=”” shape_size=”” icon_color=”#646464″ border_color=”” border_width=”” background_color=”” hover_icon_color=”” hover_border_color=”” hover_background_color=”” margin=”” icon_animation=”” icon_animation_delay=”” link=”” anchor_icon=”” target=”_self”]  Divirtam-se

– tirem partido do ar puro; os estudos conhecidos mostram que quem pratica “walking meetings” tem mais satisfação no trabalho.

Fonte:  “How to Do Walking Meetings Right,” por  Russell Clayton e outros, na Harvard Business Review

[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”1/2″][vc_column_text]A investigadora Hannah King, da Faculdade de Medicina da Universidade Miller em Miami, recomenda que cada participante leve para a caminhada de trabalho uma garrafa de água e sapatos confortáveis, para além de, se for o caso, óculos de sol. Acrescenta que se o tempo estiver adverso, a caminhada pode ser num espaço coberto, desde que amplo. Uma nota mais: depois da meia hora de reunião de trabalho a andar a pé, os participantes podem sentar-se à mesa para em cinco minutos assentarem o que discutiram; mas, na experiência com as 17 pessoas envolvidas no estudo, houve várias que não precisaram desse encontro final à mesa porque durante a caminhada usaram um tablet ou o gravador de voz do smartphone para anotar o necessário.[/vc_column_text][vc_column_text]Há empresas e outras instituições dos EUA, como a Oracle e a Kaiser Permanente, que já cultivam regularmente a prática de “walking meeting”. É um modo de contrariar os efeitos negativos de práticas sedentárias, conjugando o exercício físico, através da caminhada, com o trabalho.
O desafio está lançado.

 

 

Fonte: Preventing Chronic Disease, publicação de U.S. Centers for Disease Control and Prevention [ver aqui][/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Caminhar rápido vale aos pré-diabéticos

[vc_row css=”.vc_custom_1470846632702{margin-right: 20px !important;}”][vc_column][vc_empty_space][vc_column_text]

A caminhada em passo rápido mostra-se mais eficaz para o controlo dos níveis de glicose em pessoas em quadro pré-diabético do que a prática de jogging vigoroso

[/vc_column_text][vc_empty_space height=”60px”][vc_row_inner][vc_column_inner][vc_column_text]diabetologia[mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#92bde0″ background_color=””]E[/mkdf_dropcaps]sta conclusão, publicada em 15 de julho de 2016 no jornal Diabetologia, é o resultado do estudo conduzido por investigadores na Duke University School of Medicine, nos EUA, ao longo de seis meses a acompanhar 150 pessoas diagnosticadas com altos níveis de glicose em jejum.[/vc_column_text][vc_empty_space height=”20px”][vc_column_text]Os participantes foram distribuídos por um de quatro grupos fixos, e submetidos a diferentes regimes de exercício:

O primeiro grupo seguiu a prescrição do Diabetes Prevention Program (DPP) que prevê a perda de sete por cento do peso corporal em seis meses. Esta prescrição assenta na prática semanal de 12 quilómetros de caminhada em passo rápido e um regime alimentar de dieta com baixas calorias.

O segundo grupo praticou o mesmo regime de caminhada mas sem a dieta.

O terceiro grupo também não seguiu a dieta mas fez a caminhada rápida em maior distância, 18,5 quilómetros por semana.

O quarto grupo seguiu a prescrição aplicada ao terceiro, mas com os 18,5 quilómetros por semana percorridos em jogging vigoroso em vez da caminhada rápida.

[mkdf_highlight background_color=”#C6D147″ color=””][/mkdf_highlight]Ficou apurado que o primeiro grupo (12 quilómetros de caminhada rápida e dieta baixa em calorias) conseguiu o melhor progresso, com melhoria de 9% nos níveis de glicose, enquanto o grupo do jogging vigoroso apenas beneficiou 2%.

O líder da equipa de investigadores, William Kraus, explica que o exercício de intensidade moderada queima gordura nos músculos, aliviando assim a captação de glicose pelos músculos, o que é relevante por os músculos serem o principal armazenador de glicose após cada refeição.[/vc_column_text][/vc_column_inner][/vc_row_inner][vc_empty_space height=”40px”][vc_column_text]

Fonte para esta notícia:

artigo publicado no Diabetologia em 15 de julho de 2016[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][/vc_column][/vc_row]

“Caminhar, uma filosofia”: um livro de um filósofo que põe o andar a iluminar as ideias

[vc_row][vc_column][vc_empty_space height=”20px”][/vc_column][/vc_row][vc_row css=”.vc_custom_1469916875674{padding-left: 90px !important;}”][vc_column width=”1/3″ css=”.vc_custom_1469816999799{border-right-width: 1px !important;padding-right: 60px !important;border-right-color: #757575 !important;border-right-style: dotted !important;border-radius: 1px !important;}”][mkdf_section_title title=”resumo”][vc_empty_space height=”22px”][vc_column_text css=”.vc_custom_1471836196812{padding-top: 35px !important;padding-right: 30px !important;padding-bottom: 35px !important;padding-left: 30px !important;background-color: #e5eff7 !important;}”]

É o livro de um filósofo apaixonado por caminhar. Frédéric Gros caminha como respira.
Marcher, une philosophie é um livro sobre o elementar, sobre a lentidão, sobre a liberdade. O livro, em pequenos capítulos dedicados a escritores e pensadores também seduzidos pelo caminhar, leva-nos pelo mundo, da antiguidade aos nossos dias, da Índia à Espanha. Os nossos companheiros de caminhada são poetas, filósofos, sábios ou peregrinos. Encontramos Rimbaud, Nietzsche, Kant, Thoreau, Holderlin ou Ghandi.

[/vc_column_text][vc_empty_space height=”50px”][mkdf_section_title title=”sobre”][vc_empty_space height=”22px”][mkdf_custom_font font_family=”Khula” font_size=”30″ font_style=”normal” font_weight=”500″ text_transform=”None” text_align=”right” content_custom_font=”Frédéric Gros” color=”#ff7d62″][vc_empty_space height=”20px”][vc_single_image image=”2570″ alignment=”right” style=”vc_box_circle_2″][vc_empty_space height=”20px”][mkdf_custom_font font_family=”Ek Mukta” font_size=”18″ font_style=”normal” font_weight=”200″ text_transform=”None” text_align=”right” content_custom_font=”O filósofo francês, Frédéric Gros (n.1965), especialista em Foucault e professor em Sciences Po (Paris-XII), doutorou-se com uma tese sobre a Teoria do Conhecimento e a História dos Saberes, e é autor de um tratado sobre a caminhada.”][vc_empty_space height=”15px”][mkdf_custom_font font_family=”Ek Mukta” font_size=”18″ font_style=”normal” font_weight=”200″ text_transform=”None” text_align=”right” content_custom_font=”É autor de mais de 50 artigos científicos publicados em revistas internacionais com arbitragem científica, 10 livros e 20 capítulos de livros, tendo publicações em revistas prestigiadas como The Lancet, Diabetes Care, Journal of Applied Physiology, Diabetology e American Journal of Clinical Nutrition.”][vc_empty_space height=”40px”][mkdf_custom_font font_family=”Khula” font_size=”30″ font_style=”normal” font_weight=”500″ text_transform=”None” text_align=”right” content_custom_font=”Marcher, une Philosophie” color=”#ff7d62″][vc_empty_space height=”20px”][vc_column_text]

frederic gros capas

MARCHER, UNE PHILOSOPHIE
(edição original em língua francesa)
Autor: Frédéric Gros
Ed. Champs Flammarion, 2011

A PHILOSOPHY OF WALKING
(tradução para a língua inglesa)
Autor: Frédéric Gros
Tradução por John Howe
Ilustrações por Clifford Harper
Edição Verso, 2015

[/vc_column_text][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_row_inner css=”.vc_custom_1470834247780{margin-left: 5px !important;}”][vc_column_inner][vc_empty_space][mkdf_icon icon_pack=”ion_icons” ion_icon=”ion-quote” size=”mkdf-icon-huge” type=”normal” icon_color=”#ff7d62″][mkdf_custom_font font_family=”Lusitana” font_size=”40″ line_height=”55px” font_style=”normal” font_weight=”600″ text_transform=”None” text_align=”left” content_custom_font=”Andar a pé não é um desporto“”][/vc_column_inner][/vc_row_inner][vc_empty_space height=”60px”][vc_row_inner css=”.vc_custom_1470834166875{margin-left: 20px !important;background-color: #ffd93e !important;}”][vc_column_inner width=”6/6″][vc_column_text]

 [mkdf_icon icon_pack=”font_elegant” fe_icon=”icon_headphones” size=”mkdf-icon-medium” custom_size=”” type=”circle” border_radius=”” shape_size=”” icon_color=”ffd93e” border_color=”” border_width=”” background_color=”ffffff” hover_icon_color=”” hover_border_color=”” hover_background_color=”” margin=”” icon_animation=”” icon_animation_delay=”” link=”” anchor_icon=”” target=”_self”]

[/vc_column_text][vc_column_text]

AUDIO: Cap. 1 do livro ‘Marcher, une Philosophie’ de Frédéric Gros (tradução livre)

◊  Leituras ZEBRA por Francisco Sena Santos

[/vc_column_text][vc_empty_space height=”5px”][vc_column_text css=”.vc_custom_1470826478501{background-color: #ffd93e !important;}”]

[/vc_column_text][vc_empty_space height=”25px”][/vc_column_inner][/vc_row_inner][vc_row_inner][vc_column_inner][vc_empty_space height=”50px”][/vc_column_inner][/vc_row_inner][vc_column_text css=”.vc_custom_1471836059515{margin-left: 20px !important;}”][mkdf_dropcaps type=”normal” color=”#FF7D62″ background_color=””]K[/mkdf_dropcaps]ant e Rousseau deambulavam para melhor filosofar. Rimbaud e Thoreau caminhavam para estimular a criatividade. Frédéric Gros reivindica no livro Marcher, une philosophie (Caminhar, uma filosofia), best-seller em França e em vários outros países, o prazer de andar a pé. O jornal britânico The Guardian apresenta Frédéric Gros como alguém que de facto sabe sobre caminhada: “um professor de filosofia e um professor de caminhada”.
Antes de tudo o mais, diz-nos Frédéric Gros, há o efeito suspensivo oferecido pela caminhada:

É largar os fardos, esquecer por um tempo as preocupações”.

A caminhada liberta-nos:

Não nos afasta necessariamente, faz-nos mudar de ritmo, leva-nos à meditação, muitas vezes é o caminho para pensarmos como resolver um problema”.

Gros reivindica a caminhada como ato filosófico e experiência espiritual: da caminhada energética à deambulação quase errante, do passeio de reflexão à peregrinação, na natureza ou em ambiente urbano, a caminhada contribui para

conseguirmos criar e reinventarmo-nos”.

Gros reconhece que “para muita gente, caminhar é algo de monótono, sobretudo acontece com os mais novos que estão muito ligados aos ecrãs que mudam constantemente as imagens, enquanto quando andamos tudo evolui muito lentamente”.

Argumenta o filósofo francês apaixonado pela caminhada:

Descobrir o prazer de andar pode ser algo de surpreendente e envolvente: permite a revelação de uma dimensão de existência que hoje está quase proscrita, a lentidão, o dar tempo ao tempo”.

Na aparência, comenta Gros, nada mais simples do que caminhar. Na realidade, é bastante mais: é uma aventura intelectual, com participação física, onde nos surpreendemos a aceitar o parêntesis na vida que é a lentidão e a liberdade suspensiva das rotinas. Gros nota que o sentido da aventura pedestre que ao longo de séculos motivou os peregrinos ficou muito perdida com os confortos do mundo moderno. Ganha-se em conforto mas perde-se em vida vivida, perde-se a ocasião para encontro com as pessoas e o que nos envolve.

Este livro Caminhar, uma Filosofia, tem logo na primeira frase uma advertência do autor: “Caminhar não é um desporto”.  Porque não há a luta por conseguir marcas ou superarmo-nos a nós mesmos. Caminhar é, insiste Gros,

uma experiência autêntica, que acalma, que apazigua, que liberta a imaginação; quando caminhamos não temos máscara”.

A caminhada é enquadrada como um exercício espiritual. Portanto, como no título do livro, uma filosofia.

Título original: MARCHER, UNE PHILOSOPHIE[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Constantino Sakellarides recomenda a caminhada robusta

[vc_row][vc_column width=”2/3″ offset=”vc_col-xs-12″][vc_empty_space height=”25px”][vc_column_text]A saúde é a capacidade para realizar o nosso bem-estar nas circunstâncias concretas em que vivemos.  A prática regular de caminhadas robustas é um precioso contributo para esse bem-estar.[/vc_column_text][vc_empty_space height=”20px”][vc_column_text]

A caminhada pode ser uma oportunidade para boas conversas, portanto, para cultivar a harmonia do corpo e da mente. É uma muito boa prática para o bem-estar da pessoa”.

Quem diz isto ao JZ é uma referência no pensamento prospetivo com visão ampla sobre saúde pública, Constantino Sakellarides.

É um mestre do pensamento, tal como os da Grécia Antiga. Constantino Sakellarides estuda as questões ligadas ao envelhecimento. Preocupa-se com o isolamento  – “Uma em cada quatro pessoas em Lisboa vive só”, e a perda dos laços de pertença. Chama a atenção para a boa notícia que é o constante aumento da esperança de vida: “É importante saber sair bem da vida profissional”.

A prática, ao longo de toda a vida, da “caminhada robusta” é um “bom meio para estar bem, física, cultural e afetivamente”.

[/vc_column_text][vc_empty_space][vc_column_text]

O CAMINHO NECESSÁRIO DA REFORMA DO ESTADO

Constantino Sakellarides insiste que em Portugal é vital fazer-se a reforma do Estado, que já deveria ter sido feita, que demora demasiado. Essa reforma, diz, é vital para que setores âncora como a Saúde, a Segurança Social e a Educação possam progredir. Sakellarides, com toda a sabedoria acumulada, repete que é necessário investir na qualidade das pessoas e, designadamente, melhorar a qualidade das lideranças: “Temos de pensar bem o futuro, temos de ser capazes de ter uma visão mobilizadora”. Essa ambição inclui o Serviço Nacional de Saúde, do qual é entusiasta defensor, que considera, apesar dos “ataques sofridos nos últimos anos, com grandes cortes financeiros que levaram a cortes nos equipamentos e nas pessoas”, um serviço público “do melhor que há no país”.
Conclui Constantino Sakellarides:

Nós temos, geralmente, uma atitude calorosa, afetiva, criativa. Falta-nos acrescentar-lhe sentido de exigência, rigor. O bem-estar social, ligado no Estado ao económico e ao financeiro, é essencial para a harmonia e para conseguirmos a necessária qualidade futura”.

Tudo requer boa harmonia do corpo e da mente. A “caminhada robusta” dá passos para essa ambição.[/vc_column_text][vc_empty_space][vc_column_text css=”.vc_custom_1502053414210{padding: 15px !important;background-color: #92bde0 !important;}”]

 

Constantino Sakellarides. O nome com ressonâncias gregas remete para as origens familiares: é filho de um grego e a mãe nasceu no Cairo. Os pais atravessaram o Suez de barco, desceram a costa oriental de África e pararam em Lourenço Marques (agora Maputo). É ali que nasceu em 1941.

Foi diretor para as Políticas de Saúde e Serviços de Saúde da Região Europeia da OMS. Foi Diretor Geral de Saúde, é professor na Escola Nacional de Saúde Pública e presidente da Fundação SNS. Sempre mobilizado para a análise das questões relacionadas com políticas de Saúde, a organização dos serviços de Saúde e a reforma dos sistemas europeus de Saúde Europeus. Assume um interesse particular pela renovação dos métodos de aprendizagem nestes e noutros domínios da saúde, designadamente através da inovação em matéria de comunicação.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]